| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Eurypygiformes |
| Família: | Eurypygidae |
| Selby, 1840 | |
| Espécie: | E. helias |
O Pavãozinho-do-pará é um Gruiforme da família Eurypygidae.
Seu nome científico significa: do (grego) eurus = amplo; e pugë = garupa, anca; e do (grego) hëlias, hëlios = do sol, solar. ⇒ Ave do sol com cauda ampla.
Conhecido também como Pavão, pavão da várzea e Pavão-papa-moscas.
Mede cerca de 48 cm de comprimento. Possui um pescoço longo e fino, com uma longa cauda e bico longo, pontudo. A cabeça é escura com duas listras brancas, acima e abaixo do olho. O restante da plumagem é barrada de preto, marrom e branco, com exceção do peito que é de cor castanha impressionante, preto, apresenta padrões dourados visíveis quando as asas e cauda são abertas.
Possui três subespécies:
Alimenta-se de insetos, rãs, peixinhos, caranguejos e outras pequenas presas, que obtém à beira d'água ou revirando o chão da floresta. Caça com olhos fixos na presa, avançando com cautela e fazendo com a cabeça movimentos em ziguezague para, de repente, apanhá-la com o bico.
Faz ninho em forma de tigela rasa, na ramagem acima ou próxima da água, utilizando folhas, raízes, musgos e lama. Põe 1 ou 2 ovos grandes, amarelados, com pintas castanhas e cinzentas. Macho e fêmea chocam os ovos durante 26 a 27 dias, cada um alternando durante dois dias, sem intervalo. Os filhotes já nascem emplumados e ficam cerca de 23 dias sem sair do ninho. Para proteger seu ninho, finge-se de ferida ou, então, mostrando toda a beleza de sua plumagem, abre as asas com imponência e emite um som parecido com o de uma cobra.
Habita beiras de rios e igarapés no interior da floresta densa e emaranhados de vegetação à beira d'água. Vive solitário ou aos pares, andando lentamente pelas margens de igarapés ou locais de solo úmido, porém raramente entra na água. Costuma cantar no início da manhã ou no final da tarde. Seu voo é baixo e silencioso, como o de uma ave noturna.
Encontrada desde a América do Norte (México), presente em grande parte da Amazônia brasileira (também Equador e Peru), estendendo-se em direção sul até Goiás e o Mato Grosso do Sul (inclusive na porção adjacente da Bolívia) e, no Nordeste, até o Piauí. Menções recorrentes para a Argentina e Uruguai são errôneas.